Na caverna não vou sozinha
A procura de aventuras
Me assusta o desconhecido
Mas o conhecido me faz
me sentir presa em um lugar
Que por muitas vezes
não cabem minha
fluidez que abrem caminhos
como antes feito por
fortes correntes de
água pura em rochas.
Depois do Verso
Escrevi essa poesia enquanto estava fluindo na busca do desconhecido, que nem sempre são caminhos abertos com estradas já pavimentadas.
Inspirada em uma viagem que fui em uma caverna em São Paulo, trago nesta edição uma reflexão sobre caminhos.
Para uma caverna ser uma caverna,
por muitos anos a água abre caminhos e a força da natureza se revelam como algo extraordinário.
Confesso que essa foi a primeira e única viagem (por enquanto) em uma caverna que me deixou apreensiva. Rochas escuras, baixa iluminação, terra, escadas que faz você descer e subir em lugares íngremes.
Aprendi sobre a história da caverna, me senti mais viva perto da natureza e também estive com pessoas que também entraram em uma caverna.
E você pode estar pensando: “mais um texto clichê sobre desconhecido e caminhos”. E eu poderia concordar e soltar uma frase bem coach:
Seu cérebro prefere um futuro ruim conhecido a um futuro bom desconhecido.
Em minha defesa, me baseando em Carl Jung — o rei da psicologia analítica — o real desconhecido não está lá fora em caminhos externos, mas dentro de nós no inconsciente.
E às vezes eu gostaria mesmo acender uma luz nesse inconsciente todas as vezes para trazer a tona a consciência de quais caminhos tomar. Olhando para trás, vejo que encontrei essas luzes escrevendo.
Inclusive já abordei algumas vezes sobre esse tema, mas quero trazer uma visão diferente dessa vez e soltar uma reflexão:
É quase insuperável um caminho imposto.
Isso significa muitas vezes que:
Seguimos um “roteiro” que não é nosso;
Definimos o que é sucesso pela régua do outro;
Fórmulas genéricas que não funcionam, e sentimos culpados por isso;
A comparação por não ter o mesmo resultado em jornadas diferentes;
Então, pare de colecionar caminhos, comece a percorrê-los. Acredito que só assim que chegamos onde queremos.
Mesmo que demore décadas, se está fluindo, continuar é melhor. E apesar de não conhecer, é caminhando que se descobre.
Você está seguindo um caminho que é realmente seu?
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